O idoso não quer comer, e agora?

Com o passar da vida vemos nosso corpo sofrer com alterações físicas e fisiológicas, e para envelhecer com saúde uma das partes fundamentais neste processo é a manutenção da alimentação saudável e equilibrada.

É sempre bom estar atento às mudanças no comportamento de nossos entes queridos para que essas alterações não passem despercebidas e causem problemas mais críticos futuramente.

A ausência de apetite é um fator preocupante e que deve ser levado à sério, podendo prejudicar a saúde do idoso em uma fase que por si só já demanda uma cautela maior.

O que pode causar a falta de apetite?

Vários fatores podem contribuir para a inapetência do idoso, e na maioria das vezes é decorrente da própria senescência, como por exemplo a diminuição dos sentidos (paladar e olfato), perda dos dentes que dificultam a mastigação e deglutição dos alimentos, entre outros. Tudo isso acaba mudando a relação que o idoso tem com a comida e, por própria opção devido a dificuldade encontrada, ele deixa de lado alguns alimentos que seriam importantes para sua nutrição diária.

Mas existem também outros fatores que devem ser levados em consideração, como uso de alguns medicamentos que podem reduzir o apetite ou até mesmo alterações psicológicas como desânimo e depressão.

Até que ponto isso é normal?

Ainda que essas manifestações sejam normais do processo de envelhecimento, é recomendado que elas sejam observadas de perto, uma vez que qualquer modificação que cause impacto significativo na dieta deve ser motivo de alerta, já que nessa idade o corpo exige uma maior e mais adequada quantidade de nutrientes.

A alimentação adequada é indispensável em qualquer etapa da vida. Nosso corpo necessita de proteínas, sais minerais, água, vitaminas, gordura e carboidrato para manter o organismo equilibrado e em pleno funcionamento. Com as dificuldades obtidas nessa fase para obter algumas comidas e até mesmo por algumas restrições típicas da idade, os idosos acabam optando por alimentos mais acessíveis e práticos, perdendo o interesse na comida e reduzindo aos poucos a variação e porção em cada refeição.

Como devem ser os cuidados?

Para isso, é importante a participação dos familiares e/ou cuidadores para que haja um cuidado maior com a alimentação do idoso. É preciso que se tenha em mente que alimentar-se bem não consiste apenas em “comer muito”, mas sim comer de forma adequada e o suficiente para suprir o aporte nutricional do organismo de cada um. Deve ser feito uma avaliação dos hábitos alimentares para se certificar de que a dieta é rica em todos os nutrientes essenciais para um bom funcionamento do organismo.

Recomenda-se também que haja refeições menores em intervalos de 03 em 3h, assim garantimos oferta constante de energia e nutrientes, além de facilitar a mastigação e deglutição, e também ajudará na aceitação do que foi servido, pois eles não rejeitarão logo de cara por achar que tem “muita comida no prato”.

Procure também ser sempre criativo na preparação do cardápio para que não fique repetitivo e enjoativo. Prepare alimentos coloridos e aromáticos que, além de instigar o apetite do idoso, possuam muitos nutrientes e vitaminas.

Evite servir bebidas junto com os alimentos para que não causem a falsa sensação de satisfação.

Incentive o convívio familiar e social na hora da refeição para que seja um momento prazeroso para o idoso.

Conte sempre com orientação profissional para personalizar o cardápio de acordo com a necessidade e/ou restrições de quem está sendo cuidado, principalmente antes de acrescentar suplementação alimentar à dieta. Eles estão aptos a notarem estas mudanças e sugerir a melhor forma de acompanhamento e o melhor caminho para alcançar o equilíbrio na alimentação.

Mesmo com toda a delicadeza da situação, sempre há uma maneira de fazer dar certo, não é mesmo?

Tenha paciência e seja atencioso com seu ente querido… ele irá retribuir! =)

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