Solidão: o inimigo da terceira idade

Em algum momento da vida, todos nós já passamos por situações em que nos sentimos sozinhos. Grande parte das vezes, era uma situação temporária ou um cenário em que nos colocava, de certa forma, mais “deslocados”. Mas enquanto jovens, somos teoricamente mais adaptáveis e as diversas tarefas do dia a dia nos ajudam a passar por essas fases e dar a volta por cima.

Mas, por si só, a velhice é um período bastante desafiador e de muitas perdas, e a maior adversidade é conseguir transformar essas circunstâncias em novas possibilidades e manter a qualidade de vida. Pode parecer simples, mas, infelizmente, não é uma tarefa fácil.
Geralmente, a solidão é proveniente da mudança de aspectos sociais, como, por exemplo, a aposentadoria e a liberação do idoso de serviços externos, além da diminuição da interação familiar que pode ser estreitada a poucas visitas durante a semana devido à própria rotina dos parentes ou até mesmo o falecimento do(a) parceiro(a), e também por questões fisiológicas como aparecimento de novas dores localizadas ou descoberta de doenças que podem trazer certas limitações e dificuldades de realizar algumas tarefas.

A relevância e impacto físico da solidão é amplamente discutida e tem efeitos conhecidos. Diversos estudos sobre o assunto informam sobre a influência desse quadro na saúde do idoso, aumentando o risco de desenvolvimento de artrite, diabetes tipo 2, doenças cardíacas e demência. Além disso, o estresse derivado desse sentimento causa uma resposta inflamatória no organismo, diminuindo a produção das células de defesa e, consequentemente, gerando maior possibilidade de aparecimento de infecções. Fisicamente, a solidão é tida como uma ameaça à saúde, assim como ser alcóolico ou fumar um maço de cigarros por dia.
Entretanto, toda a magnitude emocional trazida pela solidão nos idosos pode ser difícil de qualificar e mensurar, uma vez que ela trabalha de forma silenciosa, tomando espaço e proporções inesperadas. Em alguns casos, se expressa inicialmente na falta de apetite, desânimo ou dificuldades de dormir, e pode ir evoluindo aos poucos, trazendo consigo um maior isolamento e pouco convívio com outras pessoas, personalidade mais introspectiva que o usual e dificuldades de verbalizar sentimentos. A sensação pode se tornar sufocante ao ponto de agravar e se transformar em um quadro de depressão.

Tendo alguém de nosso relacionamento nessas circunstâncias, é essencial que tenhamos atenção para que a situação não seja conduzida de forma descuidada de tal forma que possa piorar a sensação de incompreensão. Além da paciência, do tato, da presença amigável e afetuosa, é preciso resgatar as interações sociais dos idosos e incentivá-los em atividades externas para manter corpo e mente ativos.
Leve-os para passeios em parques, casas de parentes e amigos da família, shoppings, cinemas, museus e teatros e desenvolva o laço na vizinhança para que ele tenha contato no dia a dia. Se possível e da forma que for recomendado pelo médico, inclua exercícios físicos como hidroginásticas, pilates ou caminhadas pelo bairro.

A vida do idoso não precisa ser tão segregada ou vazia.
Ajude-o a introduzir atividades que agreguem sua rotina e que tragam novamente o sentimento de sentir integrado e com função social.
Seja presente e transforme o dia deles para sempre!

 

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